"Caso o cotidiano lhe pareça pobre, não reclame dele,

reclame de si mesmo que não é poeta o bastante

para evocar as suas riquezas."


Rainer Maria Rilke

Cartas a um jovem poeta.Porto Alegre: L&PM,2006.p.26




segunda-feira, 20 de março de 2017

Medo de ir à escola

Ir para à escola parece tão simples para os adultos, mas no universo infantil não é bem assim.
As crianças estão num contexto especial, o lar, ali são o centro das atenções e convivem com alguns adultos e às vezes com poucas crianças maiores. A casa é um espaço reduzido e seguro.
Ao ver o prédio escolar se deparam com um espaço grande, com salas amplas distribuídas num verdadeiro labirinto e ainda com adultos estranhos, muito barulho e várias crianças de diferentes idades.
Imagine-se então na condição da criança. Tudo é novo e cheio de regras. Ela já não é o centro das atenções, a princípio as pessoas se confundem ao chamá-la. E os pais que lhe transmitem segurança sugerem um abandono.
Por isso é necessário um período de adaptação ao novo contexto e algumas estratégias devem ser feitas para que essa passagem aconteça naturalmente, sem traumas.
No vídeo a seguir explico com detalhes como conduzir corretamente de modo a facilitar aos pais esse ingresso na escola.

https://www.youtube.com/watch?v=gZNZMVF1CVM

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Tudo por causa da Menina

Os cachorros abandonados nas ruas estão entregues à sorte e assim cada um segue seu destino.
Conheça a história destes quatro cachorrinhos.



Gostou? Então se inscreva no meu canal (AGORINHA MESMO) no YouTube , deixe um comentário
e acompanhe o blog e os vídeos. Obrigada pelo incentivo!
                                                                                                  MCarmo

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A terceira idade chegando...

Há tempos assisto diariamente os vídeos do Youtube e vejo que tem muito conteúdo interessante, alguns curiosos, outros informativos, bastante sensacionalismo como atrativo de público e muitos específicos para o público jovem.
Por outro lado, muito pouco direcionado à pessoas na faixa acima dos 45 anos que já começam a ter uma preocupação: a vida com um idoso. Ou será: um idoso na sua vida?
Idosos não faltaram na minha existência desde que nasci.
A diferença de 53 anos entre meu pai e eu construiu com o passar do tempo um afeto especial a todos os vovôs . (Tema que já falei várias vezes, por aqui.) https://agorinhamesmo.blogspot.com.br/2016/07/a-heranca-dos-avos.html

Depois tê-lo conosco até os seus bem vividos 101 anos (e 5 meses) e cuidar com todo carinho e atenção que eu e meu marido pudemos dispensar foi um grande aprendizado.
Sendo assim começo "Agorinha Mesmo" a postar nos vídeos no canal  mais um conteúdo INÉDITO direcionado para compartilhar as sugestões de cuidados e estratégias para filhos e família cuidar de seus idosos.
Quem se interessar pelo tema é só acompanhar no Youtube, mas não se esqueçam de dar um "ok" se gostarem, comentarem e se inscreverem para incentivar a continuidade.
Porque se esse assunto não servir para os outros pode ser que, um dia, possa ser útil para os nossos filhos. Vou garantir, né?


Link
-Canal "Agorinha Mesmo": https://www.youtube.com/watch?v=JSp5rT0B6V0

-Série: A vida com um idoso: https://www.youtube.com/playlist?list=PLJkywxq4abg-vlOwyAaVzeO1gzV_yeZAW

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Quase igual

Aconteceu conosco um fato bem parecido com esse do vídeo abaixo. Meu marido teve que solenemente pedir ao meu pai para namorar comigo. Não somos tão velhos assim, mas acontece que eu era filha única de pais nascidos em 1908 e 1925, logo ele  não dava a mim a mesma liberdade que tinham as minhas amigas com pais jovens. A minha mãe até concordava, mas era ele que autorizava as decisões mais sérias.
Assim que o Paulo, meu marido, com 25 anos teve que se justificar perante o velho Cabral, porque estava "rondando" com tanta insistência. E eu ,aos 16 anos, fui obrigada a seguir as regras rígidas para namorar.
Tinhamos dia e horário certo para namorar. Lembro que eram às terças, quintas, sábados e domingos das 20h às 22h no sofá da sala, muitas vezes acompanhados pelos meus pais e mais a programação da tv.
Ao chegar a hora de encerrar o namoro se o Paulo se demorasse, meu pai tossia e desligava a televisão como forma de aviso. A despedida era na frente da casa sem muita demora. Os demais dias só nos víamos na entrada da escola.
Sair sozinha de moto ou carro, nem pensar!
Fomos a algumas discotecas e bailes de carnaval no clube, mas sempre acompanhados.
As minhas amigas já saiam sozinhas com os namorados, mas eu não podia.
Assim é que em 2 anos estávamos casando. Afinal quem aguentaria tanta pressão?
Hoje são belas lembranças, continuamos juntos desde 1977, há 39 anos e muito felizes.


Obs: Compartilhado do Facebook página "Papo 10- Amor verdadeiro" como ilustração ao tema do post.

Deixe apenas pegadas

A praia é linda e extensa, mas algumas pessoas não deixam somente pegadas na areia por onde passam. Parecem personagens semelhantes ao menino da história do "João e Maria" que marcava o caminho com pedrinhas. Assim vão deixando um rastro de lixo. São garrafas, sacolas, papéis... Uma infinidade de restos de tudo. Então a essas devemos lembrar: leve seu lixo com você e descarte em lugares apropriados. Na praia só deixe suas pegadas.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A primeira vez

Pois é, em tudo sempre tem a primeira vez. Essa semana foi a minha primeira vez. Eu gosto bastante de tecnologia e tudo que aprendi foi garimpando na internet e trocando lições com quem já sabe.
Sou da geração bem anterior. Aquela que não brincou com videogames e que o mais "tecnológico" era feito na máquina de escrever. Contudo eu aprendo por curiosidade e fui acompanhando meus filhos (33 e 30 anos) e hoje domino razoavelmente essa área. Diria que "dá pro gasto".
Eles, às vezes, se surpreendem com meu aplicativo, meu canal no YouTube ou o blog. Dizem que nem sabem como eu chego lá. Isso que eles não viram o SoundCloud nem o Paltalk funcionando.
Só que dar conta desses aprendizados faz com que em cada dispositivo tenha ícones de todas as ferramentas e acesso direto por senha salva.

Enfim, perdi pela primeira vez um celular. O levinho, bem cuidado , lindinho e novo LG.
Tudo organizadinho e um cartão de memória zerado, coberto por uma capinha preta.
Caiu da bolsa, na grama, ao descer do carro.
Alguém achou quando vibrou por causa das insistentes chamadas que fiz. Estava bem pertinho, no canteiro em frente à escola onde trabalho. Fiquei sabendo por uma aluna que viu tudo.

Pensei então: Tudo bem, perdi, não é o fim do mundo. Acontece com  muitos e eu não vou ficar triste por causa de um mero celular. Tem coisas mais importantes na vida para se lastimar.
Concordo comigo mesma.  - Mas tô morrendo de saudade do meu celular. Pode isso?

Que absurdo!!

                                                Imagem: divulgação das Lojas Ponto Frio

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Uma luz no fim do túnel

Um país conectado, informado , mas tão desvinculado do amor em geral. É assim  que observo esse momento.
As notícias chegam na hora, no entanto elas só revelam violência, mentiras, tragédias, crimes. Para amenizar a tristeza que abate o telespectador divulgam em pequenas doses uma ação beneficente, um ato de solidariedade, de honestidade. Contudo é tão pequeno diante dos demais que nem chama a atenção.
Somos bombardeados, diariamente, por fatos que nos trazem o medo e a desconfiança. Não dá para acreditar em nada: a lei da semana passada já não vale mais, passa uns dias e ela retorna; o remédio que  "tratava" o doente era uma falsificação; o alimento foi adulterado, etc.
Talvez sejam saudades de um tempo em que os olhos não viam, nem os ouvidos escutavam para que o coração não sentisse. Hoje estamos vendo e ouvindo duras realidades. Sabendo verdades.
Espero escrever sobre um tempo que irá passar e logo. Espero que ainda possa ver o inverso disso tudo. Sou esperançosa. Quero ver um mundo "conectado" pelo amor ao próximo, pelo respeito, pela ética.

Ilustro essa postagem com esse vídeo:
Essa senhora resolveu fazer alguma coisa em prol das crianças e adolescentes e criou um personagem para falar a eles com humor sobre as maldades do mundo  (violência, drogas, bulling, preconceito, ...) e de que forma evitá-las.
Assista o vídeo e entenda a sua boa intenção
https://www.youtube.com/watch?v=4NYxsZ5HDOA





quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Sem palavras

Garimpando pelo You Tube encontrei esse lindo vídeo. Não vou comentar pois acho que as imagens falam tanto que qualquer palavra seria insignificante.
Olhe e reflita!


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Será que é DPAC?

Durante os longos anos no exercício do magistério me perguntavam com frequência como eu aguentava aquele barulho das crianças. Confesso que é muito barulho mesmo. Na época, eu dizia que aqueles sons já eram normais ao meu ouvido e que, ao final do dia, usava de uma estratégia pessoal: desligava a percepção auditiva. Não sei se isso é possível, mas eu realmente não prestava tanta atenção a fim de aguentar 8 horas, com 25 vozes infantis por turno.
O silêncio até era necessário em alguns momentos da aula, mas como tratava-se de educação infantil, evidentemente, se restringia a um curto prazo.

O tempo foi passando e a cada ano parece que as crianças vinham mais gritonas.
Eu questionava se eram os pais que não educavam as crianças para que não falassem aos berros e procurava não elevar a voz para não estimular o grito.

E o tempo foi passando... Hoje 36 anos depois continuo na escola, mas descobri que o barulho dos alunos realmente agora me incomoda, me desequilibra, tira minha concentração. Será que as crianças estão falando ainda mais alto, todas ao mesmo tempo?

Não, as crianças falam tanto quanto os meus primeiros alunos. Eu é que não tenho mais a mesma capacidade auditiva. Percebo que os sons se confundem e isso me perturba bastante. Aprecio o silêncio como nunca. Ouço música em volume baixo.

Devo estar com um cansaço auditivo?
Sim. Descobri pesquisando na internet que existe o DPAC - Distúrbio de Processamento Auditivo Central. E eu devo ter alcançado esse nível, afinal já era hora!


* Esse link é para você que se interessou pelo assunto e  que talvez esteja como eu.
http://nogueirense.com.br/voce-escuta-mas-nao-entende-conheca-o-disturbio-de-processamento-auditivo-central/

Para ter uma ideia dos sons a que me levaram ao posível DPAC assista o vídeo que preparei em homenagem aos 70 anos da nossa Escola (Estou nela há 30 anos- é uma vida!!) Espero que gostem!


sábado, 24 de setembro de 2016

Ponto de partida e chegada

Não é novidade para ninguém que a vida é uma passagem.
Essa semana foi assim. Um grande amigo partiu.
Foi muito difícil, mas ao mesmo tempo nos deixou muitas lições.
Não dá para deixar para depois o que tem de ser dito ou feito. Não dá para guardar sentimentos: ame, ame, ame!- porque quando chegar a hora alguma coisa acontecerá, apenas para justificar a partida.
Da mesma forma é o nascimento.
Pode ser um atropelo, mas se tem que acontecer - virá e pronto!
Assim foi com o filhotinho da cadela das ciganas. Um mês antes chocou-se com um carro, mudou de lugar na barriga da sua mãe, mas nem por isso desistiu da vida. Na madrugada de 22 de setembro, ele "aportou" nesta terra.

Oh! Bichinho guerreiro! Seja bem-vindo, seu Pinguinho! É chegada a tua hora.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Um dia primaveril

Hoje o dia amanheceu ensolarado anunciando a primavera.
Que os ventos da estação tragam alegrias e muito amor.
Ao abrir a janela avistamos uma linda construção sob o poste de luz. É o João de Barro, que cedo começou a moldar o seu ninho de amor.
Que seja muito feliz esse casalzinho!



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Triste incógnita

Hoje, 19 de setembro de 2016 foi um dia de reflexão, de dúvidas e de intensa oração.
Nosso vizinho e amigo, um senhor de 80 anos, muito ativo e com saúde preservada em relação a idade, não retornou para casa. Faz 24 horas que os familiares e amigos o procuram. As pessoas nas redes sociais compartilham a triste notícia e pedem a colaboração de todos.
Seu carro foi encontrado numa valeta, sem marcas de violência, mas o nosso amigo, não.
Um vazio.
A sua casa é ao lado da nossa e parece o retrato do "nada".
Ele que vinha cortar a grama, pintar as grades pra ferrugem não corroer, colocar um pote de água para os animais da rua, hoje não veio.
Onde estará essa pessoa do bem?
Cadê aquele senhor gentil que amarrava uma sacola com bombons no portão da nossa casa, agradecendo pelos jornais velhos?
Que sempre passeava com o seu cachorro antes de voltar para à cidade?
Que , muitas vezes, de manhã cedo, até com chuva vinha ao balneário para dar ração ao "Simbad"?
Que, por ser arteiro, subia na árvore e cortava sozinho os galhos que encostavam nos fios elétricos?
Que se mantinha discreto?
Hoje, ninguém sabe dele. A noite já chegou e não temos notícias.
Que nossas orações sejam ouvidas e que onde estiver, nosso velho amigo, seja amparado por Deus.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Canal do blog no Youtube

Hoje criei coragem e depois de muitas edições e reedições publiquei a chamada para o canal "Agorinha Mesmo" no Youtube.
Como todo o início, está singelo. Além da chamada, tem dois vídeos que produzi com minha colega de trabalho Alice Pires que esclarece muito bem sobre a "Sala de Recursos". Um vídeo que ajuda, principalmente aos pais, a entender esse valioso trabalho psicopedagógico que auxilia a aprendizagem de alunos com deficiências.
Qualquer pessoa que assisti-lo além de adentrar ao ambiente de escola e ainda ouvir a sirene que ambienta o "estúdio" de gravação. (kkkk)
Bem, espero que os leitores gostem dos vídeos que forem publicados! E que continuem acompanhando o blog, pois neste eu me garanto.
O futuro deste canal a DEUS pertence e que Ele nos abençoe para que este trabalho tenha bons e uteis encaminhamentos.

entos.

*Se você gostar, dá um incentivo se inscrevendo no canal. Obrigada.



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Grupos na internet

Hoje, a quantidade de grupos nas redes sociais é enorme, mas ao mesmo tempo, também vejo que as pessoas reclamam por estar neles inclusas. Se for um grupo com muitos membros, em pouco tempo, você terá uma lista grande de mensagens. Dependendo do perfil dos adicionados, se estes enviam em excesso mensagens de otimismo ou piadinhas pode se tornar cansativo. Temos que concordar de que gente inconveniente tem em todo lugar, inclusive na internet. Contudo essa seleção de amigos, geralmente só virtuais, favorece a opção: "sair do grupo" , silenciar ou bloquear.
Aprecio pessoas que, ao invés de reclamar, são sinceras e justificam sua retirada do grupo com delicadeza, de forma gentil.
Ser indiferente e não responder às perguntas do grupo é pior do que se retirar.
Muitas vezes, você foi incluído num grupo por um amigo, mas o interesse dos membros não coincide com o seu,  então por que insistir ou se incomodar? Saia, educadamente e pronto o problema foi resolvido.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

NOVIDADE! Aplicativo do blog para celular

Agora os leitores e seguidores podem acompanhar as postagens, fotos e playlist de vídeos pelo aplicativo do "Agorinha Mesmo". Atualizações diárias das 18h às 21h.

O endereço é

http://app.vc/agorinhamesmo


Que tal?

domingo, 28 de agosto de 2016

O ser invisível

"Sempre existirá algum momento da vida em que você se percebe como um "ser invisível". Se alguém negar essa afirmativa é porque naquele episódio foi imperceptível a si mesmo, tanto que nem notou o quanto não era visto pelos outros. 
O centro de interesses das pessoas que não o(a) incluem e que , mesmo sem intenção, desprezam completamente a sua pessoa. Porém, você continua ali semelhante a uma estátua fria e paralisada, a quem nem os olhares lhe direcionam. 
Sorte sua se você estiver calado, porque falar para um grupo que não lhe escuta ou vira a cabeça somente por causa do ruído de sua voz é deprimente.
Já observei várias situações em que as pessoas não incluem a todas na conversa e não significa fazer uma determinada pessoa falar (se o desejo dela é só ouvir), mas dirigir o olhar, fazer-lhe uma pergunta, sorrir para ela. 
Quando se percebe nitidamente que alguém está isolado, porque não tem opinião a respeito do assunto tratado ou porque não gosta de discutir, o simples olhar durante a fala é uma forma de incluí-la na conversa.  Isso é socializar.
Essa exclusão discreta que transforma a pessoa neste "ser invisível" é frequente com idosos ou pré-adolescentes numa roda de conversa. O primeiro é excluído e o segundo se exclui, com aquele ar de pouco caso.
O que ocorre é que devemos nos educar para a nossa inclusão e para a dos outros. 
Fazer caras e bocas ou se mostrar indiferente é se sentir superior. Achar que o idoso não pode acompanhar uma conversa porque está desatualizado é menosprezar sua inteligência e experiência. Em ambos, os casos é ignorância. 

domingo, 21 de agosto de 2016

Talentosos que se perderam

Outro dia vi a oferta de um curso de desenho de croquis de moda e logo lembrei de uma colega de escola, franzininha, humilde, chamada por todos de Mariazinha. Pois bem, ela desenhava croquis femininos maravilhosos, As modelos eram altas e magras com uma bonita silhueta e apresentavam a moda social e chique. A dúvida era de onde ela tirava aquele traçado e aquele dom estilista? Se nem do espelho era. E vieram a minha lembrança também os outros talentos: a portuguesa Sofia que declamava poesia, a poeta Sérgio que misturava as palavras e criava lindos poemas, e tantos outros.
Vai saber onde andam? O que foi feito dos seus dons?
Quantos guardaram na gaveta da recordações mas na continuidade da vida se perderam para sempre?
Devíamos dar mais atenção a essas preciosidades que vem de "antes", que nem curso precisa porque já tem uma técnica aperfeiçoada. O que vem da natureza nem sempre é para toda a vida, porque a própria existência pode colocar barreiras de preconceito, desprezo e anulação.
Prestai mais atenção a tudo que vem sem chamado.

sábado, 20 de agosto de 2016

Universo virtual

No século XXI, você pode habitar o planeta Terra, mas se não estiver incluso no universo virtual, há a possibilidade de tratar-se de uma pseudo-existência.  É desta maneira que são interpretadas as pessoas que fogem das redes sociais. Elas evitam aparecer , mas é quase impossível que em algum momento não sejam flagradas.
Você pode relutar, resistir, negar ou desviar-se, até o momento crucial que alguém fotografe o público e, sem querer, sua pessoa aparece em foco. A partir daí todo restante do mundo lhe encontrará facilmente. Se tiver seu nome em algum lugar logo constará na pesquisa do Google.
Há pessoas que não participaram das redes sociais e faleceram, então seus amigos muito entristecidos postam o horário do enterro ou da missa de 7º dia com a foto do falecido. Não adiantou tanta resistência ao mundo virtual, inserido no último minuto.
Sem levar em conta a ressurreição - a partir daí a viúva, os amigos dão vida ao falecido. Ele aparece no jogo clássico de futebol, num passeio no fim de semana, no sofá da sala. Aquele que nem era lembrado agora está mais vivo do que nunca.
O interessante é que para muitos não basta estar numa só rede, nem mesmo se for a mais acessada. Para "existir" de fato tem que aparecer as postagens no Facebook, no Instagran, no WhatsApp, Linkedin, no Twitter, etc. Sem esquecer de atualizá-las com uma foto ou frase do dia, de frente, de costas e de perfil.
Aquela célebre frase " o cara morreu e esqueceram de avisá-lo" está valendo.
Se não quiser aparecer no mundo virtual não peça para nascer.



terça-feira, 26 de julho de 2016

A herança dos avós

Talvez tenha me atrasado para chegar nesta existência, por isso não deu tempo de conviver com meus avós legítimos. Deles soube apenas as histórias que me contaram: um era José, o pai da minha mãe , um português, fiel trabalhador que no intervalo do serviço passava em casa para tomar o cafezinho da tarde. Ele casou-se com minha vó Laura, que além dos cinco filhos, cuidou outras crianças como babá. Ela foi a única que tive contato por poucas vezes até que o Alzheimer lhe tirou toda a memória.
Meu avô paterno chamava-se Constante, era professor em escola rural, muito calmo e apreciava os livros. Dele acho que recebi o gosto por ensinar e a calmaria que me acompanha. Era casado com a vó Avelina, muito braba, agitada e decidida, morava no campo do Albardão. Dela, acho que só herdei o alongamento do nariz.
No entanto "essa falta de vó" não me acomodou, adonei-me do carinho e afeto de todos os vovós e vovôs que cruzaram pelo meu caminho. E, ultimamente, achei uma vó-cigana que tem alegrado minhas tardes.
De todos herdei lembranças e ensinamentos carregados de carinho.
Neste dia, ofereço essa sincera homenagem a todos, vocês, vovôs e vovós!!

domingo, 26 de junho de 2016

Linda mensagem!


Música de Oswaldo Montenegro.

sábado, 14 de maio de 2016

Novos vizinhos e o diário de uma amizade


No início do ano recebemos vizinhos novos - os ciganos.
À primeira vista, eram um tanto "estranhos".
Nós, moradores mais antigos, não somos donos da rua, a qual todo novo residente precise se identificar, mas logo na chegada dos ciganos, exclamamos: ihhhhh!

Foram muitos os olhares atentos de todos sobre qualquer movimentação. Algumas reclamações surgiram, mas todas se fundamentavam na resistência aos "novos vizinhos'.

_Será que vão tumultuar? Farão muito barulho? ...

O tempo foi passando e os vizinhos, na verdade, só são muito insistentes e estão sempre pedindo coisas. No mais, sem problemas.



Mas, ao contrário, o que os ciganos diriam de nós, os vizinhos-que deveríamos agir como "anfitriões"?
Talvez nos achem antipáticos, fechados ou mal-educados.

Entre meias-conversas ouvi a queixa das ciganas de que alguns vizinhos as ignoram e nem cumprimentam. Em tom de desabafo, uma delas, a mais idosa  relatou-me que as pessoas sempre pensam que os ciganos furtam, que pegam as crianças, proveniente de um preconceito antigo.
Eles, no entanto, não querem desavença com ninguém, oferecem as mercadorias (panelas, lençóis, edredons, etc)  porque vivem do comércio.
A cultura e os hábitos podem ser diferentes, contudo é o nosso egoísmo e o preconceito que nos segrega.
Eis então, aqui, uma oportunidade para agir de outra forma - sermos mais acolhedores, compreensivos e amorosos. Foi com essa proposta que passamos a olhar nossos novos vizinhos com mais carinho e aceitação.

Hoje, passados seis meses, os ciganos continuam por aqui. Nós já conhecemos alguns de seus hábitos, suas reações, suas dificuldades de se comunicar.
São um retrato do vizinho de antigamente: aquele que dá "bom-dia", pede um pouco de açúcar, chama para uma conversa e que percebe quando nos ausentamos.
Outro dia, sai e quando voltei ouvi de uma das ciganas:" Onde é que tu estavas? " Coisa rara, hoje em dia, em que mal vemos os vizinhos e alguns nem conhecemos direito.
Sem contar que, os ciganos trouxeram alegria a uma quadra de gente muito "sisuda".
Algumas vezes é bem verdade que são "espaçosos", comparados aos outros vizinhos. Falam alto, gritam, usam dialeto próprio e incompreensível, mas movimentam a pacata rua.
Não são nada envergonhados, conversam com todas as pessoas que passam. Utilizam-se de um recurso estratégico para puxar conversa: perguntam as horas a cada uma delas.
Quando vão à nossa casa, batem palmas e nos chamam de "queridos". ( Nem sei se merecemos o adjetivo.)
Seus probleminhas domésticos são compartilhados conosco - é o cano que entupiu, os fósforos que acabaram,  etc. A maioria deles é analfabeta, então pedem para lermos as bulas, para anotarmos endereços, telefones.
Querem ajuda pra muitas coisas, mas já estou convencida que a ajuda deles tem outro objetivo: APROXIMAÇÃO! E por quê não? Qual o problema?



Novos vizinhos- Parte 2-  A cordialidade   Escrito em 07/06/2016

Agora, de vizinhos apenas, passamos a parceiros. Já nos chamamos pelos nomes e
somos cordiais uns com os outros.
Emprestamos alguns objetos: ferramentas, por exemplo,  mas sabendo que sempre é preciso buscá-los depois.
Os ciganos aceitam tudo que lhes dermos, pois são pessoas muito simples e humildes.
As mulheres gostam bastante de conversar, os homens são mais reservados.
Soube que casam-se muito cedo e o matrimônio acontece de preferência entre famílias ciganas. Na tenra idade, os filhos já são prometidos em casamento pelas famílias. Noivar aos 10 anos é muito natural e casar aos 15, mais ainda. O casamento é oficializado entre os ciganos, sob um ritual,  mas não é realizado no cartório como registro civil.
As festas de enlace duram três dias com muita música e comilança.
Hoje eles não vivem mais em barracas, preferem alugar casas, mais práticas e espaçosas, que possam se adequar ao estilo cigano. Na verdade, é quase um acampamento debaixo de um teto. 
As mulheres solteiras podem usar calça comprida, mas as casadas vestem somente saias longas.
As viúvas andam com o cabelo preso.
Isso tudo tomei conhecimento nas conversas diárias, geralmente depois do almoço, quando elas sentam-se ao sol.


Novos vizinhos- Parte 3 - Os hábitos e costumes    Escrito em 20/06/16

A rotina dos ciganos é voltada às negociações . Negociam um corte de grama por um refrigerante, um cesto de roupa lavada por um preço acessível. E desta forma, as mulheres vão conseguindo se manter.
Enquanto isso, os progenitores vão para a estrada vender edredons para os colonos. Alguns dias depois ou ao final do dia voltam para reabastecer a casa de alimentos e suponho - pagar as contas.
Quase todos mesmo sendo analfabetos, se utilizam e entendem um pouco da tecnologia dos celulares, tablets, videogames. Quando há necessidade de ler alguma coisa, pedem para as pessoas. Não se intimidam. Por causa do analfabetismo na residência não há revistas, livros, calendários, papéis, nem canetas. Isso não tem serventia para eles.
Costumam se perder no tempo, adivinham as horas e não se interessam muito por datas.
A alimentação é a base de muita gordura, condimentos e farinhas. Utilizam pimentas no cardápio.
Os ciganos daqui, agora já estão mais socializados , habituaram-se a devolver as coisas que pedem. (Isso nos deu um cansaço, mas foi um avanço.)
A partir daí começamos também a receber deles alguns presentes como: pães, sopas, arroz com leite, comidas ciganas. Estranhamos o tempero, mas alguns estavam bem gostosos. Tentamos retribuí-los com algumas pratos ou doces gostosos, também.
Trouxinhas de repolho
Alguns hábitos são diferentes dos nossos, por exemplo, elas estendem as roupas sem prendedores.Tudo que foi lavado é exposto na rua, em dia ensolarado ou no meio da cerração, apenas dobrado sobre as cordas, nos muros, nas grades igual como nos acampamentos.
Os tapetes e colchões são colocados no chão ao sol diariamente, sem preocupação em ser discretos.
As mulheres não produzem nada artesanal, apenas realizam as lidas domésticas e cuidam das crianças. A educação não estimula à fala nem aos nossos hábitos de higiene, mas são bem pacientes com os pequenos. Não costumam levá-los à praça nem oferecer muitos brinquedos. Se distraem só com o que tem pra brincar!
Pela própria convivência o vínculo afetivo está aumentando. Já somos mais tolerantes, outros vizinhos já conversam com eles, mas alguns ainda estão ariscos até ao cumprimento. Azar, destes!! Não sabem os amigos que estão perdendo.


Novos vizinhos - Parte 4 - A grande festa        Escrito em 27/06/2016

Os ciganos foram convidados para um casamento importante, de famílias de "ricaços".
Os preparativos começaram há um mês. O assunto girava em torno da grande festa.

As ciganas prepararam os cabelos, as saias , os sapatos. Até que chegou o dia da viagem - é hoje!

A festa está prometendo ser famosa entre a comunidade cigana. Vem gente até do exterior. Coisa fina!
A alegria é contagiante entre elas.
Os dois cachorros que adotaram vão ficar. Pediram para nós darmos uma "cuidadinha" na casa e neles. Já compramos ração extra para a "Guria" e o "Lobo".

A camioneta está carregada de roupas, travesseiros e cobertores. É só dar a partida!





Novos vizinhos - Parte 5 - Os cuidadores  Escrito em 27/06/2016


E eles então deram a partida. Como toda família na hora da saída sempre ocorre um estresse, reflexo da ansiedade, mas enfim foram para o tão esperado passeio.

Antes disso. as ciganas pediram perfumes, espelho, pinça de sobrancelhas, esmalte, etc. Estavam radiantes de felicidade!


Parte 6- Outro dia                        Escrito em 30/06/2016

Chegamos na casa da praia, à noite e encontramos as chaves dos ciganos penduradas no portão, bem à vista. Qualquer um poderia pegar. Eram três chaves. Suponho que além da chave do cadeado do portão, as outras fossem da casa.
Com tanta violência e roubos, ficamos surpreendidos com o desprendimento deles e o tamanho da confiança de que iríamos cuidar dos animais (dois cachorrinhos) e da casa.
E foi o que fizemos durante três dias. Sendo que no primeiro, o cachorrinho -filhotão, o Lobo, estava muito abatido. Não queria nem caminhar nem comer.
A sorte é que com muita paciência e carinho, ele foi melhorando pouco a pouco.
A quadra ficou sem movimento. Sem gritos. Sem graça.
Acho que é como vai ficar, o dia que forem embora para outro lugar.
Depois de três dias eles chegaram. Gritando e batendo palmas como sempre.

Parte 7 - Troca de gentilezas e os estudos

Agora é assim. Tudo de bom que fazem para comer, dividem conosco. Não adianta dizer que não precisa trazer, porque eles trazem e pronto. E tudo o que preparam dizem que é "à moda cigana".
Várias tardes, ficamos juntas um longo tempo conversando.
Pediram-me que alfabetizasse apenas o jovem de 17 anos. Ele precisa saber ler para ter a habilitação de motorista, porque dirigir ele já sabe muito bem.
Eu confesso que gostaria de alfabetizar as mulheres. Acho um grande atraso e uma enorme dependência, elas não saberem ler nem escrever.
Fiz um livro improvisado para a jovem tentar ensinar o que sabe das letras para o marido, mas não levei fé que isso ia dar certo. Para minha surpresa, os dois estão estudando juntos à noite e ela ainda anota o dia de cada lição. É uma pedagogia à moda antiga, mas é a alternativa possível.
Outro dia, ele me mostrou o que tinha aprendido e até leu algumas palavras. Verifiquei que falta ler e escrever com mais regularidade. Não há disciplina suficiente, mas o importante é que o jovem está motivado e voltou a se apresentar na escola à noite. Infelizmente, o período agora é de férias escolares e terá que aguardar o mês de agosto.

Parte 8 - Hipertensão

Um dia perguntaram-me se eu tinha medidor de pressão arterial. Eu levei e medi, desde aí virei uma pseudo-enfermeira da família. Até que outro dia, uma delas estava com a pressão muito alta e precisei levá-la ao Posto de Saúde do balneário.
Medicada, voltou para casa mais tranquila. Agora ficaram sabendo que eu dirijo.-tô ferrada.
No dia seguinte, as ciganas pediram uma caroninha até o supermercado. Elas pedem de um jeito que não dá de recusar. (Danou-se!)

Parte 9 - Trabalho comunitário?

Esse inverno está muito frio e úmido e dificulta a secagem das roupas. Imagine isso numa família grande. Por esse motivo, outro dia a vó cigana pediu-me para estender roupas no varal da nossa casa.
Gosto de ver roupas estendidas voando ao vento, então fiquei alegre em ver o pátio todo colorido.




















Prova de amizade    (Escrito em 21/08/2016)

Outro dia precisei submeter-me a um procedimento cirúrgico relativamente simples em outra cidade, sem . Nem comentei com elas, pois já sabia que se preocupariam comigo.
Ao voltar no mesmo dia, perceberam meu isolamento por conta do repouso necessário, então fui obrigada a explicar o motivo, pois vieram várias vezes à nossa casa.
Assim que souberam mostraram -se solidárias e reclamaram por não serem avisadas. Teriam ido junto - comentaram.
Passou-se uma semana e elas telefonaram, prepararam canja. O carinho e a atenção foi impressionante.
Não havia necessidade de tanta preocupação, mas trata-se de uma atitude normal entre os ciganos no momento que alguém querido está fragilizado. É prova de amizade!

Festa de aniversário (Escrito dia 23/08/2016)

A linda criança da família completou três anos. É um menino, que há pouco aprendeu a falar algumas palavras. Ao conhecê-lo fazia apenas gritos, sussurros, gestos e caretas. Com a convivência fui estimulando-o e ensinei-as a fazer o mesmo. Com paciência a expressão oral foi dando lugar a palavras - um misto de português e dialeto cigano.
No dia 20 de agosto ele teve uma festa pelo seu aniversário. Em um dia, as ciganas encomendaram a decoração, os salgados, doces e um lindo bolo, além da bela decoração. O ornamentação da festa não tinha características ciganas, seguia os moldes infantis.
O que deu um ar diferente foi a chegada de muitas famílias ciganas em carros e camionetas e a falazada. Os homens num lado e as mulheres de outro. Tanto eles como elas falavam o dialeto e o nosso português.
Nenhuma bebida de álcool, só guaraná e muita alegria.
Fui convocada para fotografar, mas não imaginei que seria tão difícil. Não existe ordem, nem pose todos se atravessam na frente da câmera. Foi aí que decidi registrar a festa por si só.
Imaginem uma grande mesa cheia de enfeites, doces e salgados em grande quantidade e as pessoas a vontade se servindo de tudo.
Depois chegou um carro de mensagem de carinho e tudo continuou assim... Tive dificuldade de achar o menino naquela confusão. Em breve, o animador se retirou talvez meio atordoado com tanta gente.
Veio então o momento do "Parabéns pra você" e continuou assim sem muita organização.
Conversando com uma cigana soube ao final todos se retiram ao mesmo tempo levando pratos recheados de coisas boas. E foi bem assim!
Em pouco tempo já não havia mais marcas da festa, tudo já tinha retornado à normalidade.
Reparei que a união é marcante, mas não há quase abraços e beijos entre eles. As pessoas apenas se cumprimentam oralmente e nem o aniversariante recebe muitos presentes. Aliás nem os vi, pra dizer a verdade.
O importante é que festejaram com alegria.





Obs: Abaixo os links de documentários sobre a cultura cigana no Brasil. Vale a pena assisti-los

Repórter Justiça- Ciganos

https://www.youtube.com/watch?v=RJFXUPPCSY8&feature=share

Vida de cigano verdades e mentiras (5 min)

https://www.youtube.com/watch?v=ls-DJesb8BI

domingo, 10 de janeiro de 2016

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

sábado, 19 de dezembro de 2015

Maria de Nazaré

Maria de Nazaré, Maria me cativou. Fez mais forte a minha fé E por filha me adotou. Às vezes eu paro e fico a pensar E sem perceber me vejo a rezar E meu coração se põe a cantar Pra virgem de Nazaré. Menina que Deus amou e escolheu Pra Mãe de Jesus, o Filho de Deus, Maria que o povo inteiro elegeu, Senhora e Mãe do céu. Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus Maria que eu quero bem, Maria do puro amor, Igual a você ninguém, Mãe pura do meu Senhor. Em cada mulher que a terra criou Um traço de Deus Maria deixou, Um sonho de mãe Maria plantou Pro mundo encontrar a paz. Maria que fez o Cristo falar, Maria que fez Jesus caminhar, Maria que só viveu pra seu Deus, Maria do povo meu. Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus

Música para ouvir - clicar no link :  <a href="https://www.youtube.com/watch?v=s7oUnm8nDew"></a>

domingo, 6 de dezembro de 2015

Natal com muito amor

Há muito tempo entendo o Natal de uma forma diferente. Não me enche os olhos os enfeites natalinos, as árvores, os brilhos,o Papai Noel, mas não entendia bem o porquê. Pensava em propor um natal diferente com outro propósito,embora soubesse o quanto essa ideia seria repudiada pelas pessoas, então sempre me rendia ao apelo consumista. De uns anos pra cá propus que reduzíssemos a quantidade de presentes em família. Do tradicional "de todos para todos" passamos a comprar somente um e a ganhar somente um, através da brincadeira do amigo secreto. E deu certo!
Não temos mais o estresse de ir a lojas cheias e não saber direito o que comprar e nem de gastar demais. Estipulamos um valor pequeno e a partir dele cada um sugeria três presentes para ganhar. Isso foi um grande avanço! Contudo a ideia de abolir os presentes materiais no Natal ainda não se concretizou. Esse ano de 2015, a ideia ainda pairava e a primeira investida foi no grupo de treze amigas. Propus e quase fui expulsa. Que horror não dar nada de presente! Tive que ceder. já que o que valia era o desejo da maioria. Comprei um presente para alguém que só seria revelado na hora. Sugestão: ornamento relacionado ao Natal. Encontrei a flor "Sinos de Natal", algo vivo, nada artificial. Para minha surpresa a amiga ao receber agradeceu, mas avisou-me que o marido é que iria adorar,pois ele cuida das plantas da casa. Ela não sabe nem se interessa por elas -relatou a todo o grupo com o presente na mão. Coincidencia ou não,a amiga também tirou o meu nome no sorteio e me presenteou com um lindo Papai Noel. Inconsciente ou não, esqueci o pacote do presente e ainda não tive tempo de buscá-lo. Um Natal mais verdadeiro, pelo menos. Sugestão de leitura. http://viver-zen.blogspot.com.br/2011/12/desafio-natal-sem-presentes-novos.html

domingo, 31 de maio de 2015

Biscoitos da paz

A Escola Vila Aparecida em Portão, cidade gaúcha, resolveu promover a paz criando uma campanha que está envolvendo cerca de 20 outras escolas do município. Não adianta combater a violência com ações que não toquem o coração das pessoas. É preciso motivar e sensibilizar a comunidade escolar para que todos se empenhem em buscar a paz tão desejada. Quantas vezes criam-se leis e normas que na prática não funcionam. Por exemplo, o uso do uniforme escolar que identifica os alunos e diferencia-os de estranhos, já que estes estão com roupas diferentes. Neste sentido algumas direções obrigam os alunos a usarem a camiseta ou abrigo escolar, quando deveriam incentivá-los a usarem e a sentirem-se orgulhosos por estamparem o nome da escola através de atividades realmente motivadoras. Quantos conflitos ocorrem pela cobrança do uniforme e que não resolvem o problema. Então conclui-se que o caminho não é obrigar ou proibir, mas incentivar e conscientizar as crianças e jovens. O mesmo acontece em relação aos cuidados com o patrimônio e o prédio escolar. Vigiar e punir somente não resolverá, tem de se buscar despertar o respeito e a valorizar o que é de todos. Parabéns à direção, professores e estudantes da Escola Vila Aparecida pela bela iniciativa a favor da paz nas escolas. Assista abaixo o áudio que noticia a campanha dos "Biscoitos da Paz" da Escola Vila Aparecida.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Um destino melhor

Por volta dos anos 60/70, o descarte do lixo doméstico era muito reduzido. Nesta época não havia tanto desperdício. As refeições eram feitas em casa, basicamente com frutas, legumes, verduras e alguma carne como complemento. As cascas destes alimentos depositadas num aterro no quintal das casas que mais tarde serviria de adubo para as mudas de árvores frutíferas ou hortas. A pouca comida que sobrava era transformada em ração para os cães. 
Algumas latas de conserva, embalagens e os papéis velhos iam para  a "lata do lixo". Não usava-se ainda os objetos e sacolas plásticas. O pão vinha embrulhado num papel branco. As compras do mercadinho eram carregadas em cestas. As garrafas de vidro eram  retornáveis. Guardava-se e usava-se tudo até que não fosse mais possível reutilizar. Muito pouco se colocava fora. Até o papel higiênico por muito tempo foi descartado diretamente no vaso sanitário e se destruía na água.
Eram poucas as embalagens e quase tudo reaproveitado. 
O lápis e o caderno só eram descartados depois da minúscula pontinha e da última folha.
Os livros eram muito caros e então arrumados com um certo orgulho nas estantes. Isso era sinal de que as pessoas eram alfabetizadas e continuavam a estudar.  
As roupas sempre reaproveitadas pelos irmãos mais novos, os primos ou os filhos dos vizinhos. As costureiras as reformavam: as camisas de manga longa se transformavam em curtas. As calças ganhavam uma falsa bainha e quando velhas viravam bermudas, dali para um short. 
Os ambientes eram perfumados justamente porque foram exageradamente limpos, lustrados e enfeitados com flores naturais como as da laranjeiras ou jasmim. As moscas e mosquitos eram espantados com canela ou incensos. 
Desta maneira não havia tantos resíduos como se tem hoje, mas o progresso chegou e mudou essa realidade. Basta observarmos a quantidade de lixo que juntamos num só dia. Se pedirmos um lanche virá um embalagem individual até para o palito de dente.
Qualquer produto eletrônico é tão embrulhado e protegido que parece uma múmia. 
O consumismo nos leva a trocar os objetos com tanta facilidade que o custo de consertá-lo não compensa.
As peças tem vida útil reduzida para nos obrigar a comprar outras.  Os modelos dos produtos são modificados a fim de que nada possa ser reaproveitado, É um desperdício sem fim. 
Recebemos as promoções das lojas e supermercados em encartes do jornal ou espalhados nas portas das casas. Com tanto recurso tecnológico deveria ser proibido entregar panfletos às pessoas. A ideia de higiene e saúde está se perdendo a medida que para mantê-las se produz tantos resíduos.
A maioria dos produtos descartáveis só o são para o nosso espaço individual pois em relação ao meio ambiente gera mais transtornos e prejuízos do que se possa imaginar. 
Se não mudarmos nossos hábitos e lutarmos contra o desperdício e o acúmulo residual, as próximas gerações não terão muito o que fazer. O destino será inevitável.

Obs: O vídeo abaixo explica com detalhes sobre os resíduos e como devemos proceder.

https://www.youtube.com/watch?v=MiuIckYJfQY

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Hibiscus, . . flor preferida


Essa é do jardim que estou cultivando. Tenho outras em vermelho e rosa. Agora quero plantar nos tons: rosa´- chock, amarelo claro, branca e rosa claro. Pena que elas duram somente 24h , depois
voltam a fechar , murcham e caem.


domingo, 12 de outubro de 2014

Cheiro de terra brasileira - ASA BRANCA - Por : NATAIZA SOUZA



                                        Primavera com relâmpagos, trovoadas e muita chuva há quatro dias.
                                       
                                       
                                       

sábado, 11 de outubro de 2014

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Os lencinhos

Andar com lencinho parece coisa de vovó. Bom, se parece e daí? Agora já sou vovó, mesmo.
É já faz um bom tempo que gosto de ter um lencinho na minha bolsa. Quem nunca usou não sabe como é útil e poderoso.
A toda hora surge uma necessidade. É o dedo que ficou melado, um espirro de surpresa, um machucadinho na boca, um esfolado no joelho, uma lágrima nos olhos.
Nem precisa procurar muito, que a situação aparece.
"Ainda bem que eu tinha esse lencinho, aqui." - é a frase certeira.
Já tentei usar um lencinho descartável, mas parece que não faz o mesmo efeito consolador. É mais higiênico e prático, mas muito frio.

Certa vez fui ao velório de um parente de minha amiga. Ela chorava muito, estava emocionada e esfregava os olhos, apertava o nariz. Foi quando lembrei do lencinho na bolsa. Cheguei bem próxima ao seu ouvido e lhe ofereci discretamente.
-Aceita um amassadinho?
Ela sacudiu a cabeça e entre-lágrimas segurou-o firme nas mãos.
Muitos meses depois disse-me que guardou-o de lembrança. Fiquei surpresa! Por quê?
Foi tão acolhedor receber aquele lencinho naquela hora. Não posso te devolver. Está numa bolsa, bem amassadinho.

Hoje, por exemplo, recebi um presente, em troca de um outro. Foi feito com todo o carinho por uma amiga. Até meu primeiro nome foi bordado nele.
Imaginem , o por quê?


                                      ... É,  o lencinho não pode ser descartável. Carinho, também não.

sábado, 27 de setembro de 2014

Readaptação


                                                                                                  Graças a Deus!

Estamos em período de readaptação. O terceiro neste ano. Aqui no sul precisamos nos readaptar toda vez que muda a estação, isso porque temos todas as temperaturas e diversas situações climáticas.
Agora estamos nos readaptando à primavera que não é somente uma estação de flores, tem muito vento, um friozinho intenso na sombra e calor ao sol. Se esquentar demais, é certo que chove e depois é mais certo ainda que esfria. Por isso nem devemos pensar em recolher os casacos, as mantas, mesmo se já requisitamos as camisetas.
Não tem organismo que resista tanta oscilação assim.  O resultado é a tosse, a gripe e as alergias.
Eu até resisti bem às intempéries do inverno, estava me sentindo poderosa , mas fui nocauteada no começo da primavera.
Agora é buscar na alimentação colorida as vitaminas para se reerguer e na visão das flores multicoloridas e nos dias mais bonitos, o ânimo necessário. Afinal,  readaptar-se é um bom exercício físico e espiritual.



sábado, 20 de setembro de 2014

Sentidos e sentimentos

Há coisas que nos reavivam a memória. São cheiros, sabores, imagens e sons que nos remetem a um momento tão remoto. 
É acalentador quando espontaneamente isso ocorre e podemos, por segundos, reviver aquilo que nos é tão significativo.

Hoje experienciei por duas vezes essas sensações. A primeira foi ao me deliciar com um bom-bocado de queijo.
O gostinho do queijo misturado com o sabor da gema do ovo me reportou imediatamente para uma festa campeira, muito alegre, onde tinham muitos doces, entre eles esse que estava provando. As cenas vieram a minha lembrança tão claras quanto as vozes das pessoas. A cada mordida uma reprise daquela festa. 

Mais tarde, estava no sofá da sala e o som de um ambulante me chamou a atenção . Era o amolador (afiador) de facas que me levou, novamente, de volta ao passado. Lembrei-me da minha antiga casa, da rua, ele sempre vinha pela manhã, na hora que as mulheres preparavam o almoço e para alertá-las tocava insistentemente aquela gaitinha.

                                          Filmagem do ambulante .(Deu tempo!!!)

As donas de casa corriam para afiar os fações. Dali em diante era só esperar um pouco para sentir de longe o cheirinho da carne assada, do charque no feijão ou da cebola frita para o arroz a provocar nossa fome. Saudade daquele tempo...

Que bom que o cérebro ainda resgata as memórias para fazer esse belo retorno.
                                                                      Obrigada, meu Deus!


(Uma homenagem a todos os doentes de Alzheimer com o sincero desejo que esses "sentidos e sentimentos" tão cedo não lhes faltem. 21 de setembro- dia mundial da doença de Alzheimer)

domingo, 14 de setembro de 2014


Esse desfile militar aconteceu na cidade de Santana do Livramento-RS, a "Fronteira da Paz" com a cidade uruguaia de Rivera no dia 7 de setembro de 2014. Eles estavam tocando o lindo hino da Independência. Apreciem!

sábado, 26 de julho de 2014

Parabéns!!

Hoje é um dia de comemoração para nós, pois agradecemos a saúde, a alegria, o companheirismo, o amor e o carinho de uma pessoa especial- o marido,o pai e o avô Paulo.
Feliz aniversário, meu amor!


terça-feira, 15 de julho de 2014

Lago da praça Xavier Ferreira brilhava hoje


Depois de muitos dias cinzentos e chuvosos, as tardes ensolaradas parecem brilhar mais do que o normal.

domingo, 4 de maio de 2014

Homenagem aos trabalhadores!


               
               Bom trabalho a todos!!

domingo, 27 de abril de 2014

Amigos também partem...


 
 Meu pai antes dos seus cem anos falava muito nisso (1908/2009)...Ele dizia que não adiantava mais ir para a praça Xavier e sentar no banco ,onde costumava conversar com seus amigos. Eles não estavam mais lá, uns tinham morrido ao longo dos anos, outros estavam doentes em casa e só ele ainda sobrevivia ao tempo e tinha lucidez. Os novos idosos falavam de  outras coisas e não tinham referências antigas para comentar.
Os mais jovens gostavam de ouvir suas histórias ,mas não tinham tempo para sentar no banco da praça, porque estavam ocupados com seus trabalhos e família.
             
É uma fase bem difícil, mas de alguma maneira é um aprendizado, uma reflexão.                                      

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Reflexão para muitos pais/mães

                                                                             
                                                                                 Autoria: MCarmoO.Monteiro

sábado, 22 de março de 2014

Imagens do outono


Um tom amarronzado tingindo a natureza.





domingo, 16 de março de 2014

O luto

Hoje, infelizmente, acompanhamos o velório do esposo de uma amiga. É triste e reflexivo ver a dor de uma família neste momento. As orações, os longos abraços e as palavras de carinho são confortantes, mas só quem esta passando por esse momento de despedida da convivência física sabe a intensidade de seus sentimentos.
Lembro que, antigamente, as pessoas era veladas nas próprias casas à portas entreabertas e só depois eram levadas num carro fúnebre, preto, com um cortejo lento até o cemitério. Após as pessoas enlutadas, principalmente as viúvas, usavam somente roupas pretas por um tempo bem longo, de um ano ou mais, conforme a intensidade de sua dor e superação. Às vezes aliviavam o luto mantendo apenas um faixa preta ao redor do braço esquerdo.
Na casa da família não se ouvia, por muito tempo, sons altos nem risadas.As pessoas se reservavam a qualquer extravagância.
Nos dias atuais, o comportamento neste sentido sofreu muitas alterações.As pessoas usam as redes sociais para comunicar os atos fúnebres, mandar manifestações de compadecimento aos familiares da pessoa falecida e até mensagens de carinho ao próprio desencarnado (um pouco estranho).
Sem julgar qualquer atitude de outrora ou de agora é inegável que o sentimento de perda e de imensa tristeza ainda permanece, apenas a forma de superar essa difícil fase é que se atualizou de acordo com os novos tempos.
Talvez fosse mais correto deixar que somente as pessoas mais íntimas acompanhassem os últimos momentos, mas há pessoas que se sentem prestigiadas com um velório lotado.Cada um interpreta de uma maneira.  
Eu acho que o que se faz em vida é o que importa, principalmente se foi com carinho e respeito. O restante são apenas atos obrigatórios ou compromissos sociais.
O que fica está guardado no fundo do coração de cada um, nas boas lembranças e na herança de caráter ou de amizade.
Não creio que tudo que se vive seja em vão, então há de ser útil em algum momento ou espaço do universo. Se nós mudamos de uma postura cheia de reservas nos falecimentos de entes queridos para assumir outras mais expansivas, alguma razão deve ter. Ou se encara a morte de outro ângulo ou se dá novas interpretações a vida.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Mensagem sobre o amor verdadeiro


Encontrei esse vídeo no Facebook com vários compartilhamentos e realmente a mensagem do padre Fábio de Mello está profunda e verdadeira, por isso gostaria de novamente compartilhar com os leitores do blog. Se alguém souber de quem é o vídeo, para por os devidos créditos, agradeço a gentileza por me informar.

domingo, 9 de março de 2014

Fim do verão



Aqui no balneário Cassino nos acostumamos com a calmaria nas ruas,  a imensidão da praia , o comércio mais tranquilo, o barulho dos cachorros, o canto dos pássaros e o jeito "zen" dos moradores. Só correm mesmo os trabalhadores para alcançar o ônibus ou os motoristas para se deslocar ao centro da cidade. Ao final do dia, quando retornam colocam os seus chinelos, pegam o chimarrão ou a bicicleta e entram em outra sintonia. Aqui se desfruta daquele estado de espírito que não se consegue mais na cidade. É bom acordar cedo, ao meio-dia, uma sesta à tarde, dormir cedo ou varar a noite, porque o silêncio acompanha isso tudo.
Mas de novembro a março essa tranquilidade dá lugar ao barulho de gente, de motor de carro, freio de caminhão, são os veranistas e turistas que vem pra cá.
Daí, a gente estranha demais.
Tem que esperar passar as festas natalinas, romper o novo ano, depois a festa de Iemanjá e o Carnaval. Tem que ter paciência e tolerância, porque tudo isso passa. Terminado o veraneio, os estudantes retornam às aulas, os trabalhadores aos seus postos e a boa vida cassinense ressurge.
Hoje foi esse dia!
Vendedores ambulantes à beira da praia faziam suas vendas e se despediam. O mar muito sereno com água morna assemelhava-se a uma grande lagoa. As famílias reunidas, as crianças brincando, tudo muito tranquilo parecia encerrar o tempo da folia.
Que venha o outono para harmonizar novamente o nosso Cassino, enquanto assim se mantiver.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A cigarra e a formiga

Entre as fábulas de Esopo está a da "Cigarra e a formiga" que, mais tarde, foi recontada por Jean de La Fontaine. Diz a história que a cigarra cantava no verão, enquanto a formiga trabalhava muito carregando folhinhas para o formigueiro como reserva de alimentos na época do frio.
No inverno a cigarra assustada com a baixa temperatura pede socorro à formiga e esta pergunta-a o que fez no verão. A cigarra responde com sinceridade dizendo que apenas cantou muito, quando então a formiga retruca-a: Então, agora dance! E deixa-a do lado de fora, morrendo de frio.


 Essa é uma das versões, porque há outra que reconhece a bondade da formiga que lhe dá asilo diante do frio intenso e pede que em troca cante para a sua comunidade de insetos.


Uma noite dessas vimos uma cigarra e lembrei da fábula e das versões.
Como professora não gostava de contar histórias com finais que incentivasse ou despertasse maus sentimentos e muitas dos contos clássicos são assim.
Por isso nesta fábula prefiro a segunda versão que torna a formiga solidária e compreensiva e ainda de uma maneira delicada e elevada mostra à cigarra como é bom pensar um pouquinho no dia de amanhã. Além do que a cigarra pode ser também útil com seu canto e sua alegria, pois nem tudo é trabalho.
A COMPREENSÃO é o melhor caminho.




sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A vida com ou sem GPS


Na vida como na estrada os caminhos são muitos.
Qual será o melhor? Com certeza sempre há os desvios inesperados ou, inevitavelmente, alteram-se as condições de trafego resultando na mudança de rota.
Em muitos casos está claro e previsível que determinada direção levará a um lugar incerto; ou que trata-se de uma descida acentuada ou que a estrada contorna um precipício, mesmo assim alguns não ligam para as placas indicativas ou se distraem com as paisagens da serra. Há ocasiões em que há desperdício de energia,  muitos pedágios e grande desgaste do motor.
Outros, ao contrário, querem chegar ao seu destino rápido demais, aceleram tanto que capotam no meu do caminho.




Ainda tem os que andam em círculos ou sinuosamente, vão para o norte, durante o trajeto desviam para o leste e quando estão quase chegando fazem um retorno. Por outro lado, há os que traçam um roteiro, previamente estudado, fazem um check-up, param  para abastecer antes de entrar na reserva, aproveitam para vislumbrar as paisagens, seguem obedecendo a velocidade permitida, ultrapassam com segurança, não bebem ao volante e chegam tranquilos ao seu destino.


Talvez algumas pessoas fossem beneficiadas pela orientação de um GPS , viajariam com mais calma e chegariam em paz, mas preferem abastecer com muita adrenalina como se estivessem num rally.

Na verdade, cada um faz a viagem ao seu jeito. Para uns o "GPS" funciona bem, para outros é um acessório obsoleto. Uns vãos aos trancos e barrancos até chegar lá . Outros, preferem ir à pé, mochila nas costas e um mapinha na mão. Enfim para todos, a viagem é certa e o GPS é opcional.