"Sempre existirá algum momento da vida em que você se percebe como um "ser invisível". Se alguém negar essa afirmativa é porque naquele episódio foi imperceptível a si mesmo, tanto que nem notou o quanto não era visto pelos outros.
O centro de interesses das pessoas que não o(a) incluem e que , mesmo sem intenção, desprezam completamente a sua pessoa. Porém, você continua ali semelhante a uma estátua fria e paralisada, a quem nem os olhares lhe direcionam.
Sorte sua se você estiver calado, porque falar para um grupo que não lhe escuta ou vira a cabeça somente por causa do ruído de sua voz é deprimente.
Já observei várias situações em que as pessoas não incluem a todas na conversa e não significa fazer uma determinada pessoa falar (se o desejo dela é só ouvir), mas dirigir o olhar, fazer-lhe uma pergunta, sorrir para ela.
Quando se percebe nitidamente que alguém está isolado, porque não tem opinião a respeito do assunto tratado ou porque não gosta de discutir, o simples olhar durante a fala é uma forma de incluí-la na conversa. Isso é socializar.
Essa exclusão discreta que transforma a pessoa neste "ser invisível" é frequente com idosos ou pré-adolescentes numa roda de conversa. O primeiro é excluído e o segundo se exclui, com aquele ar de pouco caso.
O que ocorre é que devemos nos educar para a nossa inclusão e para a dos outros.
Fazer caras e bocas ou se mostrar indiferente é se sentir superior. Achar que o idoso não pode acompanhar uma conversa porque está desatualizado é menosprezar sua inteligência e experiência. Em ambos, os casos é ignorância.