"Caso o cotidiano lhe pareça pobre, não reclame dele,

reclame de si mesmo que não é poeta o bastante

para evocar as suas riquezas."


Rainer Maria Rilke

Cartas a um jovem poeta.Porto Alegre: L&PM,2006.p.26




sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Seguidores do blog são bem-vindos no canal



                      Prezados leitores!

Faz uns meses que eu não escrevo no blog e mesmo sem atualizar, tenho boas e numerosas visualizações.Isso é ótimo!!
Ocorre que estou publicando vídeos no YouTube e para editá-los dispenso um bom tempo, além de outros afazeres.

Então estou convidando vocês, meus leitores, para que sigam esse link:https://www.youtube.com/channel/UCUKGdRb3ujT-bsw88FCfkTQ?view_as=subscriber para acessar o canal "AGORINHA MESMO" .

Espero muito que gostem de assistir o que posto por lá! E se gostarem, se inscrevam e cliquem no "sininho" para receber as notificações assim que eu publicar os vídeos.

Não esqueçam de deixar um comentário para eu saber que você é leitor(a) do blog. Com certeza, ficarei muito feliz.

Grata. Abraço
Até lá!!
MCarmo

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ajudar ou complicar?

Eis que revi o trabalho do blog e percebi o abandono em que se encontrava. Ocorre que quanto mais acesso às redes sociais e às inúmeras plataformas, mais ocupamos o nosso tempo. 
No entanto, aqui sempre foi um espaço muito pessoal, em que não espero leitores fiéis, embora seja grata a todos que me acompanham.
Escrevo numa tarde quente de outono, que promete um possível temporal para mais tarde, devido ao calor fora de época para essa região.
O céu de azul já transformou-se em cinza. Nas redes sociais, as pessoas tentam fazer valer o ditado:"quem avisa, amigo é" , e postam desesperadamente áudios e imagens alertando sobre o vendaval, a chuva e o granizo que poderá assolar todo o sul do país.
Por outro lado, proporcionalmente, as previsões assustam mais do que previnem. 
E o propósito que seria de utilidade pública passa a ser de terror coletivo.
Na verdade, muitas pessoas preferem mesmo causar alarde falso e mobilizar meio-mundo, criando uma sensação de desespero.
Poderiam fazer melhor, poderiam se ocupar com assuntos mais motivadores, mas aí não tem graça.
Se compartilharmos as mensagens estaremos reproduzindo o alarme, então aquilo que achamos inadequado, duvidoso e maldoso, deve receber a barreira que merece o: Não compartilho! 
E você, como age nestes casos?


segunda-feira, 20 de março de 2017

Medo de ir à escola

Ir para à escola parece tão simples para os adultos, mas no universo infantil não é bem assim.
As crianças estão num contexto especial, o lar, ali são o centro das atenções e convivem com alguns adultos e às vezes com poucas crianças maiores. A casa é um espaço reduzido e seguro.
Ao ver o prédio escolar se deparam com um espaço grande, com salas amplas distribuídas num verdadeiro labirinto e ainda com adultos estranhos, muito barulho e várias crianças de diferentes idades.
Imagine-se então na condição da criança. Tudo é novo e cheio de regras. Ela já não é o centro das atenções, a princípio as pessoas se confundem ao chamá-la. E os pais que lhe transmitem segurança sugerem um abandono.
Por isso é necessário um período de adaptação ao novo contexto e algumas estratégias devem ser feitas para que essa passagem aconteça naturalmente, sem traumas.
No vídeo a seguir explico com detalhes como conduzir corretamente de modo a facilitar aos pais esse ingresso na escola.

https://www.youtube.com/watch?v=gZNZMVF1CVM

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Tudo por causa da Menina

Os cachorros abandonados nas ruas estão entregues à sorte e assim cada um segue seu destino.
Conheça a história destes quatro cachorrinhos.



Gostou? Então se inscreva no meu canal (AGORINHA MESMO) no YouTube , deixe um comentário
e acompanhe o blog e os vídeos. Obrigada pelo incentivo!
                                                                                                  MCarmo

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A terceira idade chegando...

Há tempos assisto diariamente os vídeos do Youtube e vejo que tem muito conteúdo interessante, alguns curiosos, outros informativos, bastante sensacionalismo como atrativo de público e muitos específicos para o público jovem.
Por outro lado, muito pouco direcionado à pessoas na faixa acima dos 45 anos que já começam a ter uma preocupação: a vida com um idoso. Ou será: um idoso na sua vida?
Idosos não faltaram na minha existência desde que nasci.
A diferença de 53 anos entre meu pai e eu construiu com o passar do tempo um afeto especial a todos os vovôs . (Tema que já falei várias vezes, por aqui.) https://agorinhamesmo.blogspot.com.br/2016/07/a-heranca-dos-avos.html

Depois tê-lo conosco até os seus bem vividos 101 anos (e 5 meses) e cuidar com todo carinho e atenção que eu e meu marido pudemos dispensar foi um grande aprendizado.
Sendo assim começo "Agorinha Mesmo" a postar nos vídeos no canal  mais um conteúdo INÉDITO direcionado para compartilhar as sugestões de cuidados e estratégias para filhos e família cuidar de seus idosos.
Quem se interessar pelo tema é só acompanhar no Youtube, mas não se esqueçam de dar um "ok" se gostarem, comentarem e se inscreverem para incentivar a continuidade.
Porque se esse assunto não servir para os outros pode ser que, um dia, possa ser útil para os nossos filhos. Vou garantir, né?


Link
-Canal "Agorinha Mesmo": https://www.youtube.com/watch?v=JSp5rT0B6V0

-Série: A vida com um idoso: https://www.youtube.com/playlist?list=PLJkywxq4abg-vlOwyAaVzeO1gzV_yeZAW

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Quase igual

Aconteceu conosco um fato bem parecido com esse do vídeo abaixo. Meu marido teve que solenemente pedir ao meu pai para namorar comigo. Não somos tão velhos assim, mas acontece que eu era filha única de pais nascidos em 1908 e 1925, logo ele  não dava a mim a mesma liberdade que tinham as minhas amigas com pais jovens. A minha mãe até concordava, mas era ele que autorizava as decisões mais sérias.
Assim que o Paulo, meu marido, com 25 anos teve que se justificar perante o velho Cabral, porque estava "rondando" com tanta insistência. E eu ,aos 16 anos, fui obrigada a seguir as regras rígidas para namorar.
Tinhamos dia e horário certo para namorar. Lembro que eram às terças, quintas, sábados e domingos das 20h às 22h no sofá da sala, muitas vezes acompanhados pelos meus pais e mais a programação da tv.
Ao chegar a hora de encerrar o namoro se o Paulo se demorasse, meu pai tossia e desligava a televisão como forma de aviso. A despedida era na frente da casa sem muita demora. Os demais dias só nos víamos na entrada da escola.
Sair sozinha de moto ou carro, nem pensar!
Fomos a algumas discotecas e bailes de carnaval no clube, mas sempre acompanhados.
As minhas amigas já saiam sozinhas com os namorados, mas eu não podia.
Assim é que em 2 anos estávamos casando. Afinal quem aguentaria tanta pressão?
Hoje são belas lembranças, continuamos juntos desde 1977, há 39 anos e muito felizes.


Obs: Compartilhado do Facebook página "Papo 10- Amor verdadeiro" como ilustração ao tema do post.

Deixe apenas pegadas

A praia é linda e extensa, mas algumas pessoas não deixam somente pegadas na areia por onde passam. Parecem personagens semelhantes ao menino da história do "João e Maria" que marcava o caminho com pedrinhas. Assim vão deixando um rastro de lixo. São garrafas, sacolas, papéis... Uma infinidade de restos de tudo. Então a essas devemos lembrar: leve seu lixo com você e descarte em lugares apropriados. Na praia só deixe suas pegadas.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A primeira vez

Pois é, em tudo sempre tem a primeira vez. Essa semana foi a minha primeira vez. Eu gosto bastante de tecnologia e tudo que aprendi foi garimpando na internet e trocando lições com quem já sabe.
Sou da geração bem anterior. Aquela que não brincou com videogames e que o mais "tecnológico" era feito na máquina de escrever. Contudo eu aprendo por curiosidade e fui acompanhando meus filhos (33 e 30 anos) e hoje domino razoavelmente essa área. Diria que "dá pro gasto".
Eles, às vezes, se surpreendem com meu aplicativo, meu canal no YouTube ou o blog. Dizem que nem sabem como eu chego lá. Isso que eles não viram o SoundCloud nem o Paltalk funcionando.
Só que dar conta desses aprendizados faz com que em cada dispositivo tenha ícones de todas as ferramentas e acesso direto por senha salva.

Enfim, perdi pela primeira vez um celular. O levinho, bem cuidado , lindinho e novo LG.
Tudo organizadinho e um cartão de memória zerado, coberto por uma capinha preta.
Caiu da bolsa, na grama, ao descer do carro.
Alguém achou quando vibrou por causa das insistentes chamadas que fiz. Estava bem pertinho, no canteiro em frente à escola onde trabalho. Fiquei sabendo por uma aluna que viu tudo.

Pensei então: Tudo bem, perdi, não é o fim do mundo. Acontece com  muitos e eu não vou ficar triste por causa de um mero celular. Tem coisas mais importantes na vida para se lastimar.
Concordo comigo mesma.  - Mas tô morrendo de saudade do meu celular. Pode isso?

Que absurdo!!

                                                Imagem: divulgação das Lojas Ponto Frio

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Uma luz no fim do túnel

Um país conectado, informado , mas tão desvinculado do amor em geral. É assim  que observo esse momento.
As notícias chegam na hora, no entanto elas só revelam violência, mentiras, tragédias, crimes. Para amenizar a tristeza que abate o telespectador divulgam em pequenas doses uma ação beneficente, um ato de solidariedade, de honestidade. Contudo é tão pequeno diante dos demais que nem chama a atenção.
Somos bombardeados, diariamente, por fatos que nos trazem o medo e a desconfiança. Não dá para acreditar em nada: a lei da semana passada já não vale mais, passa uns dias e ela retorna; o remédio que  "tratava" o doente era uma falsificação; o alimento foi adulterado, etc.
Talvez sejam saudades de um tempo em que os olhos não viam, nem os ouvidos escutavam para que o coração não sentisse. Hoje estamos vendo e ouvindo duras realidades. Sabendo verdades.
Espero escrever sobre um tempo que irá passar e logo. Espero que ainda possa ver o inverso disso tudo. Sou esperançosa. Quero ver um mundo "conectado" pelo amor ao próximo, pelo respeito, pela ética.

Ilustro essa postagem com esse vídeo:
Essa senhora resolveu fazer alguma coisa em prol das crianças e adolescentes e criou um personagem para falar a eles com humor sobre as maldades do mundo  (violência, drogas, bulling, preconceito, ...) e de que forma evitá-las.
Assista o vídeo e entenda a sua boa intenção
https://www.youtube.com/watch?v=4NYxsZ5HDOA





quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Sem palavras

Garimpando pelo You Tube encontrei esse lindo vídeo. Não vou comentar pois acho que as imagens falam tanto que qualquer palavra seria insignificante.
Olhe e reflita!


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Será que é DPAC?

Durante os longos anos no exercício do magistério me perguntavam com frequência como eu aguentava aquele barulho das crianças. Confesso que é muito barulho mesmo. Na época, eu dizia que aqueles sons já eram normais ao meu ouvido e que, ao final do dia, usava de uma estratégia pessoal: desligava a percepção auditiva. Não sei se isso é possível, mas eu realmente não prestava tanta atenção a fim de aguentar 8 horas, com 25 vozes infantis por turno.
O silêncio até era necessário em alguns momentos da aula, mas como tratava-se de educação infantil, evidentemente, se restringia a um curto prazo.

O tempo foi passando e a cada ano parece que as crianças vinham mais gritonas.
Eu questionava se eram os pais que não educavam as crianças para que não falassem aos berros e procurava não elevar a voz para não estimular o grito.

E o tempo foi passando... Hoje 36 anos depois continuo na escola, mas descobri que o barulho dos alunos realmente agora me incomoda, me desequilibra, tira minha concentração. Será que as crianças estão falando ainda mais alto, todas ao mesmo tempo?

Não, as crianças falam tanto quanto os meus primeiros alunos. Eu é que não tenho mais a mesma capacidade auditiva. Percebo que os sons se confundem e isso me perturba bastante. Aprecio o silêncio como nunca. Ouço música em volume baixo.

Devo estar com um cansaço auditivo?
Sim. Descobri pesquisando na internet que existe o DPAC - Distúrbio de Processamento Auditivo Central. E eu devo ter alcançado esse nível, afinal já era hora!


* Esse link é para você que se interessou pelo assunto e  que talvez esteja como eu.
http://nogueirense.com.br/voce-escuta-mas-nao-entende-conheca-o-disturbio-de-processamento-auditivo-central/

Para ter uma ideia dos sons a que me levaram ao posível DPAC assista o vídeo que preparei em homenagem aos 70 anos da nossa Escola (Estou nela há 30 anos- é uma vida!!) Espero que gostem!


sábado, 24 de setembro de 2016

Ponto de partida e chegada

Não é novidade para ninguém que a vida é uma passagem.
Essa semana foi assim. Um grande amigo partiu.
Foi muito difícil, mas ao mesmo tempo nos deixou muitas lições.
Não dá para deixar para depois o que tem de ser dito ou feito. Não dá para guardar sentimentos: ame, ame, ame!- porque quando chegar a hora alguma coisa acontecerá, apenas para justificar a partida.
Da mesma forma é o nascimento.
Pode ser um atropelo, mas se tem que acontecer - virá e pronto!
Assim foi com o filhotinho da cadela das ciganas. Um mês antes chocou-se com um carro, mudou de lugar na barriga da sua mãe, mas nem por isso desistiu da vida. Na madrugada de 22 de setembro, ele "aportou" nesta terra.

Oh! Bichinho guerreiro! Seja bem-vindo, seu Pinguinho! É chegada a tua hora.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Um dia primaveril

Hoje o dia amanheceu ensolarado anunciando a primavera.
Que os ventos da estação tragam alegrias e muito amor.
Ao abrir a janela avistamos uma linda construção sob o poste de luz. É o João de Barro, que cedo começou a moldar o seu ninho de amor.
Que seja muito feliz esse casalzinho!



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Triste incógnita

Hoje, 19 de setembro de 2016 foi um dia de reflexão, de dúvidas e de intensa oração.
Nosso vizinho e amigo, um senhor de 80 anos, muito ativo e com saúde preservada em relação a idade, não retornou para casa. Faz 24 horas que os familiares e amigos o procuram. As pessoas nas redes sociais compartilham a triste notícia e pedem a colaboração de todos.
Seu carro foi encontrado numa valeta, sem marcas de violência, mas o nosso amigo, não.
Um vazio.
A sua casa é ao lado da nossa e parece o retrato do "nada".
Ele que vinha cortar a grama, pintar as grades pra ferrugem não corroer, colocar um pote de água para os animais da rua, hoje não veio.
Onde estará essa pessoa do bem?
Cadê aquele senhor gentil que amarrava uma sacola com bombons no portão da nossa casa, agradecendo pelos jornais velhos?
Que sempre passeava com o seu cachorro antes de voltar para à cidade?
Que , muitas vezes, de manhã cedo, até com chuva vinha ao balneário para dar ração ao "Simbad"?
Que, por ser arteiro, subia na árvore e cortava sozinho os galhos que encostavam nos fios elétricos?
Que se mantinha discreto?
Hoje, ninguém sabe dele. A noite já chegou e não temos notícias.
Que nossas orações sejam ouvidas e que onde estiver, nosso velho amigo, seja amparado por Deus.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Canal do blog no Youtube

Hoje criei coragem e depois de muitas edições e reedições publiquei a chamada para o canal "Agorinha Mesmo" no Youtube.
Como todo o início, está singelo. Além da chamada, tem dois vídeos que produzi com minha colega de trabalho Alice Pires que esclarece muito bem sobre a "Sala de Recursos". Um vídeo que ajuda, principalmente aos pais, a entender esse valioso trabalho psicopedagógico que auxilia a aprendizagem de alunos com deficiências.
Qualquer pessoa que assisti-lo além de adentrar ao ambiente de escola e ainda ouvir a sirene que ambienta o "estúdio" de gravação. (kkkk)
Bem, espero que os leitores gostem dos vídeos que forem publicados! E que continuem acompanhando o blog, pois neste eu me garanto.
O futuro deste canal a DEUS pertence e que Ele nos abençoe para que este trabalho tenha bons e uteis encaminhamentos.

entos.

*Se você gostar, dá um incentivo se inscrevendo no canal. Obrigada.



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Grupos na internet

Hoje, a quantidade de grupos nas redes sociais é enorme, mas ao mesmo tempo, também vejo que as pessoas reclamam por estar neles inclusas. Se for um grupo com muitos membros, em pouco tempo, você terá uma lista grande de mensagens. Dependendo do perfil dos adicionados, se estes enviam em excesso mensagens de otimismo ou piadinhas pode se tornar cansativo. Temos que concordar de que gente inconveniente tem em todo lugar, inclusive na internet. Contudo essa seleção de amigos, geralmente só virtuais, favorece a opção: "sair do grupo" , silenciar ou bloquear.
Aprecio pessoas que, ao invés de reclamar, são sinceras e justificam sua retirada do grupo com delicadeza, de forma gentil.
Ser indiferente e não responder às perguntas do grupo é pior do que se retirar.
Muitas vezes, você foi incluído num grupo por um amigo, mas o interesse dos membros não coincide com o seu,  então por que insistir ou se incomodar? Saia, educadamente e pronto o problema foi resolvido.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

NOVIDADE! Aplicativo do blog para celular

Agora os leitores e seguidores podem acompanhar as postagens, fotos e playlist de vídeos pelo aplicativo do "Agorinha Mesmo". Atualizações diárias das 18h às 21h.

O endereço é

http://app.vc/agorinhamesmo


Que tal?

domingo, 28 de agosto de 2016

O ser invisível

"Sempre existirá algum momento da vida em que você se percebe como um "ser invisível". Se alguém negar essa afirmativa é porque naquele episódio foi imperceptível a si mesmo, tanto que nem notou o quanto não era visto pelos outros. 
O centro de interesses das pessoas que não o(a) incluem e que , mesmo sem intenção, desprezam completamente a sua pessoa. Porém, você continua ali semelhante a uma estátua fria e paralisada, a quem nem os olhares lhe direcionam. 
Sorte sua se você estiver calado, porque falar para um grupo que não lhe escuta ou vira a cabeça somente por causa do ruído de sua voz é deprimente.
Já observei várias situações em que as pessoas não incluem a todas na conversa e não significa fazer uma determinada pessoa falar (se o desejo dela é só ouvir), mas dirigir o olhar, fazer-lhe uma pergunta, sorrir para ela. 
Quando se percebe nitidamente que alguém está isolado, porque não tem opinião a respeito do assunto tratado ou porque não gosta de discutir, o simples olhar durante a fala é uma forma de incluí-la na conversa.  Isso é socializar.
Essa exclusão discreta que transforma a pessoa neste "ser invisível" é frequente com idosos ou pré-adolescentes numa roda de conversa. O primeiro é excluído e o segundo se exclui, com aquele ar de pouco caso.
O que ocorre é que devemos nos educar para a nossa inclusão e para a dos outros. 
Fazer caras e bocas ou se mostrar indiferente é se sentir superior. Achar que o idoso não pode acompanhar uma conversa porque está desatualizado é menosprezar sua inteligência e experiência. Em ambos, os casos é ignorância. 

domingo, 21 de agosto de 2016

Talentosos que se perderam

Outro dia vi a oferta de um curso de desenho de croquis de moda e logo lembrei de uma colega de escola, franzininha, humilde, chamada por todos de Mariazinha. Pois bem, ela desenhava croquis femininos maravilhosos, As modelos eram altas e magras com uma bonita silhueta e apresentavam a moda social e chique. A dúvida era de onde ela tirava aquele traçado e aquele dom estilista? Se nem do espelho era. E vieram a minha lembrança também os outros talentos: a portuguesa Sofia que declamava poesia, a poeta Sérgio que misturava as palavras e criava lindos poemas, e tantos outros.
Vai saber onde andam? O que foi feito dos seus dons?
Quantos guardaram na gaveta da recordações mas na continuidade da vida se perderam para sempre?
Devíamos dar mais atenção a essas preciosidades que vem de "antes", que nem curso precisa porque já tem uma técnica aperfeiçoada. O que vem da natureza nem sempre é para toda a vida, porque a própria existência pode colocar barreiras de preconceito, desprezo e anulação.
Prestai mais atenção a tudo que vem sem chamado.

sábado, 20 de agosto de 2016

Universo virtual

No século XXI, você pode habitar o planeta Terra, mas se não estiver incluso no universo virtual, há a possibilidade de tratar-se de uma pseudo-existência.  É desta maneira que são interpretadas as pessoas que fogem das redes sociais. Elas evitam aparecer , mas é quase impossível que em algum momento não sejam flagradas.
Você pode relutar, resistir, negar ou desviar-se, até o momento crucial que alguém fotografe o público e, sem querer, sua pessoa aparece em foco. A partir daí todo restante do mundo lhe encontrará facilmente. Se tiver seu nome em algum lugar logo constará na pesquisa do Google.
Há pessoas que não participaram das redes sociais e faleceram, então seus amigos muito entristecidos postam o horário do enterro ou da missa de 7º dia com a foto do falecido. Não adiantou tanta resistência ao mundo virtual, inserido no último minuto.
Sem levar em conta a ressurreição - a partir daí a viúva, os amigos dão vida ao falecido. Ele aparece no jogo clássico de futebol, num passeio no fim de semana, no sofá da sala. Aquele que nem era lembrado agora está mais vivo do que nunca.
O interessante é que para muitos não basta estar numa só rede, nem mesmo se for a mais acessada. Para "existir" de fato tem que aparecer as postagens no Facebook, no Instagran, no WhatsApp, Linkedin, no Twitter, etc. Sem esquecer de atualizá-las com uma foto ou frase do dia, de frente, de costas e de perfil.
Aquela célebre frase " o cara morreu e esqueceram de avisá-lo" está valendo.
Se não quiser aparecer no mundo virtual não peça para nascer.