"Caso o cotidiano lhe pareça pobre, não reclame dele,
reclame de si mesmo que não é poeta o bastante
para evocar as suas riquezas."
Rainer Maria Rilke
Cartas a um jovem poeta.Porto Alegre: L&PM,2006.p.26
quarta-feira, 28 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
domingo, 4 de maio de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
Amigos também partem...
Meu pai antes dos seus cem anos falava muito nisso (1908/2009)...Ele dizia que não adiantava mais ir para a praça Xavier e sentar no banco ,onde costumava conversar com seus amigos. Eles não estavam mais lá, uns tinham morrido ao longo dos anos, outros estavam doentes em casa e só ele ainda sobrevivia ao tempo e tinha lucidez. Os novos idosos falavam de outras coisas e não tinham referências antigas para comentar.
Os mais jovens gostavam de ouvir suas histórias ,mas não tinham tempo para sentar no banco da praça, porque estavam ocupados com seus trabalhos e família.
É uma fase bem difícil, mas de alguma maneira é um aprendizado, uma reflexão.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
sábado, 22 de março de 2014
domingo, 16 de março de 2014
O luto
Hoje, infelizmente, acompanhamos o velório do esposo de uma amiga. É triste e reflexivo ver a dor de uma família neste momento. As orações, os longos abraços e as palavras de carinho são confortantes, mas só quem esta passando por esse momento de despedida da convivência física sabe a intensidade de seus sentimentos.
Lembro que, antigamente, as pessoas era veladas nas próprias casas à portas entreabertas e só depois eram levadas num carro fúnebre, preto, com um cortejo lento até o cemitério. Após as pessoas enlutadas, principalmente as viúvas, usavam somente roupas pretas por um tempo bem longo, de um ano ou mais, conforme a intensidade de sua dor e superação. Às vezes aliviavam o luto mantendo apenas um faixa preta ao redor do braço esquerdo.
Na casa da família não se ouvia, por muito tempo, sons altos nem risadas.As pessoas se reservavam a qualquer extravagância.
Nos dias atuais, o comportamento neste sentido sofreu muitas alterações.As pessoas usam as redes sociais para comunicar os atos fúnebres, mandar manifestações de compadecimento aos familiares da pessoa falecida e até mensagens de carinho ao próprio desencarnado (um pouco estranho).
Sem julgar qualquer atitude de outrora ou de agora é inegável que o sentimento de perda e de imensa tristeza ainda permanece, apenas a forma de superar essa difícil fase é que se atualizou de acordo com os novos tempos.
Talvez fosse mais correto deixar que somente as pessoas mais íntimas acompanhassem os últimos momentos, mas há pessoas que se sentem prestigiadas com um velório lotado.Cada um interpreta de uma maneira.
Eu acho que o que se faz em vida é o que importa, principalmente se foi com carinho e respeito. O restante são apenas atos obrigatórios ou compromissos sociais.
O que fica está guardado no fundo do coração de cada um, nas boas lembranças e na herança de caráter ou de amizade.
Não creio que tudo que se vive seja em vão, então há de ser útil em algum momento ou espaço do universo. Se nós mudamos de uma postura cheia de reservas nos falecimentos de entes queridos para assumir outras mais expansivas, alguma razão deve ter. Ou se encara a morte de outro ângulo ou se dá novas interpretações a vida.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Mensagem sobre o amor verdadeiro
Encontrei esse vídeo no Facebook com vários compartilhamentos e realmente a mensagem do padre Fábio de Mello está profunda e verdadeira, por isso gostaria de novamente compartilhar com os leitores do blog. Se alguém souber de quem é o vídeo, para por os devidos créditos, agradeço a gentileza por me informar.
domingo, 9 de março de 2014
Fim do verão
Aqui no balneário Cassino nos acostumamos com a calmaria nas ruas, a imensidão da praia , o comércio mais tranquilo, o barulho dos cachorros, o canto dos pássaros e o jeito "zen" dos moradores. Só correm mesmo os trabalhadores para alcançar o ônibus ou os motoristas para se deslocar ao centro da cidade. Ao final do dia, quando retornam colocam os seus chinelos, pegam o chimarrão ou a bicicleta e entram em outra sintonia. Aqui se desfruta daquele estado de espírito que não se consegue mais na cidade. É bom acordar cedo, ao meio-dia, uma sesta à tarde, dormir cedo ou varar a noite, porque o silêncio acompanha isso tudo.
Mas de novembro a março essa tranquilidade dá lugar ao barulho de gente, de motor de carro, freio de caminhão, são os veranistas e turistas que vem pra cá.
Daí, a gente estranha demais.
Tem que esperar passar as festas natalinas, romper o novo ano, depois a festa de Iemanjá e o Carnaval. Tem que ter paciência e tolerância, porque tudo isso passa. Terminado o veraneio, os estudantes retornam às aulas, os trabalhadores aos seus postos e a boa vida cassinense ressurge.
Hoje foi esse dia!
Vendedores ambulantes à beira da praia faziam suas vendas e se despediam. O mar muito sereno com água morna assemelhava-se a uma grande lagoa. As famílias reunidas, as crianças brincando, tudo muito tranquilo parecia encerrar o tempo da folia.
Que venha o outono para harmonizar novamente o nosso Cassino, enquanto assim se mantiver.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
A cigarra e a formiga
Entre as fábulas de Esopo está a da "Cigarra e a formiga" que, mais tarde, foi recontada por Jean de La Fontaine. Diz a história que a cigarra cantava no verão, enquanto a formiga trabalhava muito carregando folhinhas para o formigueiro como reserva de alimentos na época do frio.
No inverno a cigarra assustada com a baixa temperatura pede socorro à formiga e esta pergunta-a o que fez no verão. A cigarra responde com sinceridade dizendo que apenas cantou muito, quando então a formiga retruca-a: Então, agora dance! E deixa-a do lado de fora, morrendo de frio.
Essa é uma das versões, porque há outra que reconhece a bondade da formiga que lhe dá asilo diante do frio intenso e pede que em troca cante para a sua comunidade de insetos.
Uma noite dessas vimos uma cigarra e lembrei da fábula e das versões.
Como professora não gostava de contar histórias com finais que incentivasse ou despertasse maus sentimentos e muitas dos contos clássicos são assim.
Por isso nesta fábula prefiro a segunda versão que torna a formiga solidária e compreensiva e ainda de uma maneira delicada e elevada mostra à cigarra como é bom pensar um pouquinho no dia de amanhã. Além do que a cigarra pode ser também útil com seu canto e sua alegria, pois nem tudo é trabalho.
A COMPREENSÃO é o melhor caminho.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
A vida com ou sem GPS
Na vida como na estrada os caminhos são muitos.
Qual será o melhor? Com certeza sempre há os desvios inesperados ou, inevitavelmente, alteram-se as condições de trafego resultando na mudança de rota.
Qual será o melhor? Com certeza sempre há os desvios inesperados ou, inevitavelmente, alteram-se as condições de trafego resultando na mudança de rota.
Em muitos casos está claro e previsível que determinada
direção levará a um lugar incerto; ou que trata-se de uma descida acentuada ou que a estrada contorna um
precipício, mesmo assim alguns não ligam para as placas indicativas ou se
distraem com as paisagens da serra. Há ocasiões em que há desperdício de energia, muitos pedágios e grande desgaste do motor.
Outros, ao contrário, querem chegar ao seu destino rápido demais, aceleram tanto que capotam no meu do caminho.
Outros, ao contrário, querem chegar ao seu destino rápido demais, aceleram tanto que capotam no meu do caminho.
Ainda tem os que andam em círculos ou sinuosamente, vão
para o norte, durante o trajeto desviam para o leste e quando estão quase chegando fazem um retorno. Por outro lado, há os que traçam um roteiro, previamente
estudado, fazem um check-up, param para abastecer antes de entrar na reserva, aproveitam para vislumbrar as paisagens, seguem obedecendo a velocidade permitida, ultrapassam com
segurança, não bebem ao volante e chegam tranquilos ao seu destino.
Na verdade, cada um faz a viagem ao seu jeito. Para uns o "GPS" funciona bem, para outros é um acessório obsoleto. Uns vãos aos trancos e barrancos até chegar lá . Outros, preferem ir à pé, mochila nas costas e um mapinha na mão. Enfim para todos, a viagem é certa e o GPS é opcional.
domingo, 26 de janeiro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
Estágio preparatório
De acordo com a reportagem do Jornal Agora, a oficial Adriana Azevedo do Amaral da 1ª zona de registro civil de Rio Grande, declarou que em 2013 houve um aumento de 11% no número de casamentos e 13% de divórcios em relação ao ano anterior. (Edição de 18/jan/2014, Caderno "Mulher Interativa",p.4 e 5)
A partir desta estatística em estabelecer um contrato e posteriormente desfazê-lo ( casar. juridicamente, é um contrato legal) chega-se a conclusão que não há a seriedade necessária à ação. A lei por si, de antemão, não leva fé nas decisões tomadas a medida que permite às pessoas que se casem num dia e, se for o caso. divorciem-se no outro.
Há um tempo atrás, os casais de namorados ou noivos não viviam juntos, porque julgava-se imoral perante a sociedade. Então as pessoas namoravam por um longo tempo, depois noivavam para dar uma sentido mais sério à relação e também iniciar um projeto de casamento (enxoval, casa, móveis, festa,etc.) Por fim casavam-se e, bem ou mal, ficavam juntos por muitos anos, exceto em casos graves como violência, infidelidade ou outros problemas. Os filhos eram sempre priorizados e, naquela época, sustentavam muitos casamentos ou eram a razão de tolerância. Os casais tentavam viver juntos, vencer as dificuldades e construir uma família.
O compromisso firmado era a bandeira erguida até a última tentativa.
Hoje com a liberdade das pessoas para viverem juntas sem qualquer preconceito social e sendo uma experiência capaz de medir se o relacionamento vai ser realmente positivo para ambos, por que não existe um prazo mínimo para firmar um contrato de casamento?
A pressa, naquele tempo, existia porque a "noiva" estava grávida ou o "noivo" pretendia sumir. Agora esses motivos foram superados, não há razão para forçar uma situação. Sem contar as despesas com a burocracia do casamento, depois do divórcio e a separação de bens entre as partes.
Além disso, há a conta paga no "emocional e psicológico" dos filhos gerados a partir do casamento que se desfez.
Imagine passarmos a vida desfazendo todos os contratos sociais, na busca da perfeição que não existe.
Imagine passarmos a vida desfazendo todos os contratos sociais, na busca da perfeição que não existe.
Não seria mais "legal" ter um tempo mínimo de convivência a dois para mais adiante oficializar o casamento? Talvez assim esse índice de divórcios e enganos diminuísse bastante. A não ser que as pessoas queiram passar a vida trabalhando para patrocinar cartórios e advogados.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Pra acordar bem
Realmente iniciar o dia sem tomar um café é retardá-lo.
Esse é um ritual que não dispenso e só protelo ao fazer o jejum para exame laboratorial. O nosso café da manhã é sagrado e preparado com carinho pelo meu marido. Ele gosta de levantar cedo e ir organizando tudo. É muito bom acordar sentindo o cheiro avassalador do café coado (ou passado) entrando pelo quarto, sala, por tudo.
Aqui em casa não usamos café solúvel, nem temos, ele fica velho. O meu, em particular, tem de ser adicionado ao leite. O puro só se for à tarde.
Conheço pessoas que só tomam o café para justificar o cigarro depois. Não é o nosso caso, porque ninguém fuma por aqui. O café da manhã para nós é essencial.Dá até para lembrar da música do Roberto Carlos: vou pedir um café pra nós dois...
De flor em flor
Hoje abriu outra flor de hibisco. Tirei-a da rua pois venta muito lá fora. O dia está nublado com cara de chuva, mas foi só clarear e o botão desabrochou a flor vermelha. Linda!!
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
O mínimo necessário
A gente tem o péssimo hábito de projetar as necessidades além do que realmente se precisa. Observo que em muitas vezes julgamos necessárias tantas coisas para um momento feliz e descobrimos que era preciso tão pouco.
As mulheres, principalmente, tem a preocupação em limpar todos os cantinhos da casa para receber visitas num dia especial e quando estas chegam nem ligam para a disposição dos móveis. Querem mais é dar boas risadas e atualizar as conversas. Ninguém percebeu os detalhes da limpeza.
Assim são as novas construções, muitas aberturas, várias saletas, ar condicionado, piscina, churrasqueira, área de lazer, banheira de hidromassagem e ... pouco tempo para gozar do conforto.
Vejo casas lindas fechadas, porque os proprietários não dão conta de curtir seu recanto nem sua fortuna.
Outro dia dobramos numa rua, vi um terreno grande cercado de arame, uma casa de madeira bem no centro, uma rede pendurada onde um senhor se balançava, brinquedos de criança espalhados pelo pátio, a mulher tomando chimarrão, janelas abertas e cortinas voando... a cara da felicidade.
Nestas horas a gente pensa: precisa bem pouquinho pra ser feliz e muita gratidão e amor por tudo que DEUS nos proporciona.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Iniciando 2014
Hoje ao acordar no primeiro dia do ano pude admirar a terceira flor que brota no bonsai de hibisco que venho cultivando.
Além dele, tenho um de figueira, que comprei e outro de álamo branco que estou esculpindo como uma joia que é. Fotografo seu desenvolvimento para melhor acompanhar, então registrei também como se eu estivesse à sombra dos seus galhos. Coisa que é impossível tratando-se da altura de uma mini-planta. E me surpreendi com a visão que se tem dali.
Ver a natureza sob outros ângulos é uma dica boa para quem quer se energizar para 2014.
Admire a natureza: ela é a única perfeição.
Além dele, tenho um de figueira, que comprei e outro de álamo branco que estou esculpindo como uma joia que é. Fotografo seu desenvolvimento para melhor acompanhar, então registrei também como se eu estivesse à sombra dos seus galhos. Coisa que é impossível tratando-se da altura de uma mini-planta. E me surpreendi com a visão que se tem dali.
| Debaixo do hibisco |
| À sombra do álamo |
| Como se estivesse encostada no tronco da figueira |
Admire a natureza: ela é a única perfeição.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Mensagem
Desejo que em 2014 todos nós, brasileiros, possamos fazer grandes jogadas e muitos gols na trave da PAZ, da PROSPERIDADE, do AMOR, da JUSTIÇA, da EDUCAÇÃO e da SAÚDE.
A Copa do Mundo é do país que vence a miséria, a ignorância e levanta a taça da PAZ. Se conseguirmos isso seremos campeões, também nos esportes.
Lembremos que cada um pode e deve fazer a sua melhor jogada, driblando o egoísmo, a vaidade e o orgulho. Feliz continuidade da vida para todos nós!!
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Do tempo do Papai Noel
Passar o Natal com uma criança pequena nos faz relembrar a nossa infância. A minha ocorreu entre os anos 60 a 70, numa família pequena, éramos três: meus pais e eu. A celebração sempre em casa se resumia a alguns enfeites natalinos, sem árvore nem presépio e uma mesa com gostoso pão de ló feito em casa, sanduíches de presunto e queijo, nozes, castanhas portuguesas, doces cristalizados e guaraná. Enquanto eu brincava, ouvia meus pais também relembrarem seus natais pobres com certa nostalgia. Naquele tempo eram poucos os fogos de artifícios, as músicas e raras as luzinhas coloridas nas lojas da cidade. A ideia de Papai Noel vinha das figuras ilustrativas e muito mais da imaginação. Uma única vez, vi um na frente de uma loja. E nem gostei muito.
Na noite silenciosa de 24 de dezembro, eu ia pra cama cedo para esperar a chegada do velhinho. Ficava um bom tempo acordada olhando para a luz da porta entreaberta e tentando compreender como dava tempo de ir em todas as casas das crianças. A ansiedade era vencida pelo sono e ela que me fazia despertar no meio da madrugada para ver o presente ao lado da cama. Era certeiro. Apenas um presente, mas o desejado. A escolha era feita entre conversas com meus pais dias antes e sem grandes pretensões. Presentes caros era privilégio de crianças de famílias "ricas" e ponto final. Não me revoltava nem me atrevia a desejos inatingíveis. As crianças eram assim, aceitavam o que estava dentro das "suas posses". Eu nem posso reclamar, fiquei sempre satisfeita com o que ganhei.
Na noite silenciosa de 24 de dezembro, eu ia pra cama cedo para esperar a chegada do velhinho. Ficava um bom tempo acordada olhando para a luz da porta entreaberta e tentando compreender como dava tempo de ir em todas as casas das crianças. A ansiedade era vencida pelo sono e ela que me fazia despertar no meio da madrugada para ver o presente ao lado da cama. Era certeiro. Apenas um presente, mas o desejado. A escolha era feita entre conversas com meus pais dias antes e sem grandes pretensões. Presentes caros era privilégio de crianças de famílias "ricas" e ponto final. Não me revoltava nem me atrevia a desejos inatingíveis. As crianças eram assim, aceitavam o que estava dentro das "suas posses". Eu nem posso reclamar, fiquei sempre satisfeita com o que ganhei.
Tios, amigos ou vizinhos não davam presentes. Era só o Papai Noel e no dia de Natal. Ninguém recebia antes, muito menos depois. Regras são regras.
Não sei quanto tempo acreditei no bom velhinho, mas calculo que durou o tempo da inocência. Ninguém estragava essa crença e todos colaboravam para fluir a imaginação infantil. O que acontecia, às vezes, era os amigos maiores revelarem a verdade aos menores. Uns belos idiotas!! Como fora também uma professora que, em determinado ano, resolveu revelar a verdade aos seus alunos de 6 anos. Pura inveja de um adulto recalcado!
| Boneca "Beijoca" aos 8 anos |
![]() |
| Bicicleta aos 9 anos |
Assinar:
Postagens (Atom)



















